quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pastel de Maçã

Eu tinha umas maçãs que não saíram uma muito boa compra e, ás quais, a minha mãe pediu-me para lhes dar um melhor destino... Assim nasceram estes pasteis de maçã:




Receita (4 pasteis):

80 ml de água
1 C. chá de sumo de limão
80g de açúcar (se usarem 60g também fica bom e revela um pouco melhor o saber da maçã)
1/8 C. chá de canela
1/8 C. chá de noz-moscada
1,1/2 C. sopa de Maizena
1 C. chá rasa de aroma de baunilha
2 Maçãs grandes aos cubos sem casca
1 Embalagem de massa folhada
1 Ovo
1 C. sopa de açúcar misturado com ¼ c. sopa de canela
Cobertura (opcional):
100g açúcar de confeiteiro
1 C. sopa de leite
Aroma de baunilha (opcional).

Pré-aquecer o forno a 200ºC. forrem um tabuleiro com papel vegetal.

Num tacho combinem a água, sumo, açúcar e Maizena. Misturem sempre pois vai engrossar rapidamente (é o que queremos).
Polvilhem as maçãs com a canela e noz-moscada. Juntem a baunilha ao preparado e em seguida as maçãs.
Cortem a massa folhada em 4 partes iguais. Batam o ovo e com um pincel, passem ovo nas bordas da massa. Coloquem cerca de 1 ou 2 c. sopa de recheio de maçã (evitem fazê-lo muito nos cantos para a massa fechar bem). Fechem a massa fazendo um triângulo e selem o pastel com os dedos. Pincelar o pastel com ovo e polvilhem com a mistura de açúcar e canela. Cozinhem por 20 minutos (ou então até estarem dourados e bem altos. Deixem arrefecer.
Quando estiver frio ao toque façam a cobertura basta misturar o açúcar de confeiteiro, o leite e a baunilha. Respinguem no pastel e deixem ficar uns minutos para endurecer.









Este pastel é fofo e crocante e uma delícia para quem gosta de maçã (e no dia seguinte continua óptimo) por isso peguem num guardanapo, enrolem no pastel e lambam os beiços!



domingo, 23 de junho de 2013

Bolo de Tiramisú

Esta é uma receita óptima para este tempo de calor! É de um dos blogs que mais gosto “cal me cupcake” da Linda Lomelino. A primeira vez que o fiz, tive de usar a tradução do Google do sueco para português e foi, no mínimo, divertido.



Esta vai ser quase uma tradução da receita dela que podem consultar neste Link

Receita

Para o bolo:

3 Ovos
250g de Açúcar
1 C.c. de aroma de baunilha
300g de Farinha s/ fermento
1,5 C.c. de fermento em pó
1dl de leite
50g de Manteiga (ou margarina de boa qualidade)

Molho de café

2dl de Café (dá uma cafeteira italiana daquelas médias)
0,5 dl de licor de café (ou rum) ou podem ignorar de todo
100g de Açúcar

Creme de Mascarpone

250g de mascarpone
2dl de natas (30%/35% de gordura)
4 Gemas
100g de Açúcar
4 Claras
2 C.c. de aroma de baunilha

Decorar

Chocolate em pó
Raspas de chocolate
Palitos de Champagne (também conhecidos como palitos de la reine).

Para o Bolo

Pré-aquecer o forno a 175ºC e untar e polvilhar uma forma redonda.
Bater os ovos e o açúcar. Compensa bater bem, até ficar um creme mais branco (como quando fazemos Pão-de-ló) assim a massa vai ganhar mais ar e ficará mais fofo o bolo.
Num tacho colocar o leite e a manteiga e levar ao lume até que a manteiga tenha derretido. Adicionar aos poucos à mistura anterior. Juntar o aroma de baunilha.
Misturar a farinha e o fermento e peneirar no preparado.
Colocar na forma e levar ao forno por 35-45 minutos (façam o teste do palito).
Deixar arrefecer numa rede (se tiverem) ou coloquem-no sob papel vegetal (mas é bom tirar da forma). Quando frio cortem-no em 3 ou 4 camadas.

Molho de café

Fazer o café. Agora, se quiserem usar licor de café ou rum, coloquem num tacho junto com o açúcar e levem a ferver, até que o açúcar tenha dissolvido, e deixem arrefecer. Caso não usem o licor e o rum, coloquem o açúcar numa taça e deitem o café acabado de fazer, mexam um pouco e deixem arrefecer.

Creme de Mascarpone


Num recipiente à prova de calor coloquem as gemas e o açúcar e levem ao fogo em banho-maria (o fundo deste recipiente não deve tocar na água). Misturem constantemente até que comece a engrossar. Aqui temos de ter algum cuidado ou acabamos com ovos mexidos. Quando tiverem um creme branco e com o movimento da misturadora de mão começam a ver “ondas” o preparado já está a engrossar e podem desligar o fogão. Coloquem o recipiente com a mistura na banca e mexam mais um pouco. Se estiver pronta muito bem, caso ainda não esteja basta colocar sob a água pk ainda vai estar quente e continuem a mexer. Quando vos parecer bem, passem este creme para outro recipiente (para parar de cozinhar). Deixem ficar a arrefecer por completo.
Numa bacia seca e bem limpa batam as claras em castelo (eu gosto de usar uma bacia em inox para isto e costumo verter umas gotas de limão e limpar bem com um guardanapo para remover quaisquer resíduos).
Misturar o mascarpone na mistura das gemas. Bater as natas até ficarem consistentes e juntar ao preparado bem como o aroma de baunilha. Envolver as claras. Levar ao frigorífico só por um bocado.

Montar o bolo

Vai ser preciso um aro ligeiramente maior que o bolo, caso não tenham, podem usar uma forma mas terão de ter muito, MUITO cuidado depois ao remover o bolo para ele não se desfazer (eu aconselho a forrarem a forma com película aderente, penso que poderá ser bastante útil).
Embebam as camadas de bolo em café.
Coloquem a primeira camada num prato, os palitos á volta e coloquem um pouco do creme de mascarpone (o bom é que os palitos vão “colar” com o creme de mascarpone). Repetir este processo até terminar todas as camadas, terminando com creme de mascarpone.
Levar ao frigorífico (cerca de 4 horas). Antes de servir polvilhem com chocolate em pó e recheiem com as raspas de chocolate.

Uma delícia!!




Um bom S. João a todos!!!


Pudim Flan de Quase Nada

Pudim Flan não é daquelas receitas que eu me lembre normalmente de fazer mas desejando um doce e não tendo quase nada em casa, revelou-se a sobremesa ideal.
Existem receitas mais elaboradas mas deixo-vos aqui a minha experiência.

Ficou assim:




Receita:

Caramelo
6 Ovos
5 C.s. açúcar
1 c.s. rasa de aroma de baunilha

Pré-aquecer o forno a 165ºC.
Colocar uma assadeira com água (podem medir pela forma do pudim, a água deve dar por onde vai ficar o conteúdo da forma). Colocar no forno para a água ir aquecendo.
Colocar caramelo nas formas.
Bater levemente os ovos (isto porque temos de minimizar a quantidade de ar incorporada nos ovos. Adicionar o açúcar, bater e juntar o aroma de baunilha.
Coar o líquido para as formas.
Com cuidado, retirem a assadeira do forno, e coloquem as forminhas (eu também coloquei um pano no fundo da assadeira porque as minhas formas são de vidro e não de grés). 
Vai ao forno por 45 a 55 minutos (podem fazer o teste do palito no meio de uma forma para ver se ele sai limpo.
Deixem esfriar a temperatura ambiente e depois levem ao frigorífico até ficar fresco. Para servir, passem uma faca de lâmina fina ao redor da borda e invertam sobre um prato.



domingo, 16 de junho de 2013

Risotto ai Funghi

Fazia já algum tempo que a minha mãe queria, porque queria experimentar risotto... pelo que fiz o risotto.
Ficou assim



Receita

400g de Cogumelos frescos
320g de Arroz para risotto
60g Manteiga
Azeite
1 Cebola pequena
1 Dente de alho
Sal/pimenta
Queijo parmesão
1 Litro caldo vegetal
100ml de vinho branco

Limpar bem os cogumelos e cortar finamente.
Colocar metade da manteiga num tacho, juntar a cebola picada finamente. Não deixar que esta ganhe cor. Juntar o arroz, deixar torrar por 2 minutos, juntar o vinho branco e deixar que este evapore. Acrescentar uma concha de caldo e cozinhar em fogo médio mexendo e adicionando o caldo (nunca coloquem demasiado caldo de cada vez, o arroz não deve ficar todo submerso).
Num outro tacho colocar o azeite e o dente de alho esmagado. Adicione os cogumelos, deixe refogar e tempere com sal e pimenta. Eles vão libertar bastante água mas podem acrescentar um pouco de caldo para terminar de os cozinhar (não deve demorar mais do que 8 minutos).
Pouco antes de o arroz estar pronto acrescentar os cogumelos (uns 5 minutos antes).
Quando pronto, acrescentar o restante da manteiga. Mexer bem e deixar o arroz descansar.

Colocar o queijo parmesão e também podem colocar salsa picada. Servir imediatamente.



Aqui em casa gostaram muito e definitivamente será algo a fazer novamente.

sábado, 15 de junho de 2013

Trifle de Brownie e Merengues


Esta receita surgiu da vontade de fazer um trifle. Como não conseguia decidir com as receitas que encontrei, decidi fazer de brownie, chantilly, morangos, e bolachas de merengue suíço e italiano.
Ficou assim:



Podem fazer só o brownie (ou acompanhar com gelado!) ou só os merengues (uma opção é também servir com creme de mascarpone/ou chantilly e fruta) de qualquer modo, tudo o que está dentro desta taça é bom por si só.

Directamente do meu “The Golden Book of Chocolate” a receita de brownie clássica com nozes (por acaso desta vez não tinha nozes e não coloquei nada mas já fiz com nozes e fica divinal e com avelãs também já fiz uma vez).

Receita de brownie:

150g de Farinha s/fermento
1 C. chá de fermento em pó
¼ C. chá de sal
150g de chocolate de culinária
180g de manteiga (eu prefiro usar sem sal ou então vaqueiro)
300g de açúcar granulado
1 C. chá de extracto ou essência de baunilha
3 Ovos grandes
100g de nozes picadas grosseiramente.
Pré aquecer o forno a 180º C. Untar e enfarinhar uma forma quadrada ou rectangular e forrar com papel vegetal.
Com um batedor manual misturar a farinha, o fermento e o sal. Derreter o chocolate e a manteiga em banho-maria (não deixar o recipiente tocar na água). Retirar do fogo e deixar arrefecer um pouco. De forma gradual juntar o açúcar ao chocolate. Misturar a baunilha. Misturar um ovo de cada vez. Envolva os ingredientes secos até que estejam ligeiramente misturados. Envolver as nozes. Colocar o preparado na forma e levar ao forno por 25-30 minutos (façam o teste do palito). Deixar os brownies arrefecer na forma (pelo menos durante uma hora) antes de cortar.

Merengues

Para este trifle eu fiz dois tipos de merengues (suíço e italiano) podem optar por um apenas se não quiserem ter muito trabalho.

Ficaram assim



Bolachas de merengue suíço:

3 Claras
150g de Açúcar fino (se não tiverem, passem o açúcar granulado na varinha mágica que isso parte os cristais do açúcar e faz com que fique fino).
¼ C. chá de extrato de baunilha

Pré-aquecer o forno a 95º C. Forrar um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal.
Bater as claras em castelo até que faça picos. Acrescentar o açúcar, uma colher de cada vez. Juntar a baunilha (a receita que consta do site Joy of Baking usa creme de tártaro, podem arranjar um substituto, como sumo de limão ou vinagre branco, se não tiverem, eu não uso e tem saído bem na mesma). O merengue estará pronto se passarem por entre os dedos e não sentirem o açúcar.
Coloquem o merengue num saco, tipo daqueles de congelação e cortem a ponta, para fazerem círculos no papel vegetal. Eu não faço nada disto, eu pego numa colher de sopa e num garfo…como vos der mais jeito.
Cozinhar os merengues por 1h30 a 1h45, rodando o tabuleiro a meio do tempo (eles têm de estar quebradiços por fora e devem soltar-se bem do papel vegetal). Desliguem o forno e deixem a porta entreaberta para que sequem bem. Se não usarem todos logo, podem coloca-los num tupperware ou numa lata que aguenta uns dias (aqui em casa nem horas aguenta….o povo acaba com eles).

Podem acompanhar com creme mascarpone (receita já publicada) e frutos vermelhos, fica óptimo!



Bolachas de Merengue italiano com chocolate

3 Claras
200g de açúcar granulado
15g de chocolate em pó peneirado

Pré-aquecer o forno a 130º C. Forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Colocar as claras num recipiente de alumínio e misturar com o açúcar. Colocar o recipiente sobre um tacho com água quente (quando ela ainda não está a ferver) e mexer constantemente até que o açúcar se tenha dissolvido e esteja quente ao toque (demora entre 2-5 minutos). Retirar do fogo e passar um pano no fundo do recipiente para o secar. Passar a mistura para outro recipiente e com a batedeira eléctrica bater na velocidade máxima até que o merengue esteja firme (demora cerca de 5 minutos mas deve estar frio ao toque). Povilhem o chocolate em pó mas não o misturem muito)
Com a ajuda de uma colher e um garfo transfiram para o tabuleiro forrado com o papel vegetal.

Coloquem no forno e reduzam a temperatura para 100ºC e cozinhem por 1h15 a 1h30. Retirem do forno e coloquem numa rede a arrefecer.

Chantilly

240ml Natas (pelo menos 30% de gordura)
20g de açúcar granulado

Bater as natas (de preferência colocar no frigorífico antes para ficarem frescas) até ficar firme, juntar o açúcar  e bater bem.

Para montar o trifle coloquei trifle, chantilly, morangos e merengues (por esta ordem).



Creme de Mascarpone com Pão-de-Ló ou Pavlova e Frutos Vermelhos

     

     Hoje esta entrada vai ser em cheio! O título é "Creme de Mascarpone com Pão-de-Ló ou Pavlova e Frutos Vermelhos" porque assim aplicamos este creme maravilhoso a duas receitas que são uma maravilha neste tempo. Inicialmente ia só fazer o Pão-de-ló mas vi que iam sobrar umas claras e pensei logo em aproveitá-las (podem também aproveitar as claras e fazer Pudim Molotof!). Tem pessoas que guardam as claras e depois utilizam, podem fazer isso, mas para mim não há nada mais fresco que um ovo partido na hora (e dentro do prazo =P).

    O creme de mascarpone é um creme maravilhoso que me foi apresentado em 2009, por ocasião de uma Páscoa bem passada em Itália com algumas das minhas melhores amigas. Na altura foi servido a acompanhar o Pandoro (um género de Pão-de-ló). Existem receitas de Pandoro (ou pan d’oro) na internet que podem usar mas não há nada como aquele Pão-de-ló que uma pessoa faz no Natal. 

Receita de Pão-de-ló:

5 Ovos inteiros

10 Gemas de ovo

300g de açúcar

200g Farinha s/ fermento

Folhas de papel cavalinho (prefiram o papel cavalinho mas se não tiverem usem papel vegetal)

   Pré-aquecer o forno a 225ºC. 

  Ora bem, se tiverem um alguidar isso é espectacular, estou a ver se os meus pais compram dois para o próximo Natal, se não tiverem, façam como eu e usem uma forma de alumínio normal com buraco e forrem-na.

  Deitar os ovos e as gemas numa tigela grande e começar a bater (nesta fase, se quiserem aproveitar as claras para fazer as outras receitas separem já em tigelas diferentes nas quantidades que vou referir em seguida nas respectivas receitas).

  Juntar o açúcar e bater pelo menos 20 minutos. Vão ver que cresce muito, fica fofo e airoso.

  Vão juntando a farinha peneirada aos poucos (envolvendo com a colher de pau). É muito giro, o preparado por vezes parece que está a borbulhar quando envolvemos a farinha).

  Deitar no alguidar/forma. Quem tem alguidar, tem outro para tapar. Quem não tem, o que eu faço é cobrir com uma folha de papel vegetal e colocar um tabuleiro de ir ao forno por cima (para ele não ficar muito escuro na “crosta”). 

  Quando retirarem do forno, se tiverem alguidar deixei arrefecer tapado; se tiverem a forma de alumínio eu prefiro colocar o pão-de-ló a respirar em cima de uma rede para não deixar que o vapor murche o pão-de-ló (abro o papel vegetal do pão-de-ló dos lados e faço uns furos com uma faca por baixo do pão-de-ló (podem simplesmente retirar todo o papel vegetal também…) 

  Se não o usarem todo no mesmo dia, guardem dentro de um saco plástico bem fechado para retardar que ele seque.

  Pode comer-se assim, com o creme ou então acompanhado por uma bela fatia de queijo (melhor pequeno-almoço de Natal ever! Leite com café acompanhado por esta maravilha dourada e queijo tipo Limiano).





Receita Creme Mascarpone:

3 Ovos

250g Mascarpone

70g de açúcar



Separar as gemas das claras.

Misturar bem o açúcar e as gemas. Juntar o mascarpone e misturar.

Bater as claras em castelo e envolver no preparado anterior.



Os dois juntos e os frutos vermelhos fizeram este belo filho:



Aproveitando as claras, tenho esta receita de Pavlova do site Joy of Baking, um dos meus sites de receitas preferido. 

Receita de Pavlova:

4 Claras de ovos (+/-120 g)

200g de açúcar super fino (se não tiverem, usem açúcar normal mas primeiro passem na varinha mágica ou na picadora para partir os cristais).

½ C. chá de essência de baunilha

1 C. chá de vinagre branco

½ Colher de sopa de Farinha Maizena (amido de milho)

  Pré-aquecer o forno a 130ºC. Façam e cortem um círculo do tamanho que vão querer a vossa Pavlova e coloquem num tabuleiro de ir ao forno (eu optei por fazer 5 pequenas, a olho, uma em cada canto e uma no meio do tabuleiro).

  Eu quando quero bater as claras em castelo gosto de passar sumo de limão no recipiente onde o vou fazer e assim, com um guardanapo, limpo a bacia (eu uso sempre de alumínio ou de vidro), eliminando quaisquer resíduos.

  Com a misturadora eléctrica bater as claras a velocidade média até que este esteja branco e já consiga formar uns picos. Começar a juntar o açúcar, colher a colher, isto é para que se misture bem o açúcar nas claras, e continuar a bater na velocidade máxima até que estas ganhei uma consistência firme (sabem se está no ponto se passarem um pouco entre os dedos e não sentem a “pedra” do açúcar). Bater a baunilha no preparado. Deitar o vinagre e polvilhar com a Maizena e com um salazar (espátula de borracha) envolver bem. Colocar o preparado no papel vegetal, espalhar bem e certificar-se que fica mais alto dos lados que no centro.

  Vai ao forno por 60 a 75 minutos (exterior da Pavlova tem de estar seca ao toque). Desligar o forno e deixar que a Pavlova arrefeça com a porta entreaberta.

  Se não quiserem usar creme de mascarpone podem sempre fazer chantilly. 

Ficou assim (a complementar, raspei um pouco de chocolate e polvilhei açúcar em pó):





  Ainda vão sobrar umas claras pelo que em seguida vou escrever-vos a receita de Merenguitos ou bolachas de merengue, que são óptimos também com creme mascarpone:



 Mas prefiro dar-vos em seguida e ao mesmo tempo colocar a receita de um Trifle de Brownie que é um mimo!




quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tempura de Bacalhau com salada picada

       Esta receita ficou ligeiramente diferente da original apresentada pela chef Marlene Vieira porque não tinha em casa todos os ingredientes pedidos (mas nem por isso ficou menos saborosa).


       Aqui está o resultado:


     
           A tempura é um prato japonês que consiste basicamente em pedaços fritos de vegetais ou marisco envolto num polme fino, que vai a fritar em óleo bem quente por 2/3 minutos. A tempura foi introduzida no Japão por missionários portugueses, sim, portugueses, no século XVI ^_^. 

           Este prato é uma boa entrada agora neste (quase) tempo de verão, bastante leve e saborosa. Deixo a minha adaptação e a receita original.



Ingredientes para 4 pessoas (receita original): 

200g de lombo de bacalhau demolhado 

1 Limão

Pimenta preta

Maionese

1 Dente de alho

1 Molho de coentros

80g de cebola roxa

80g pimento vermelho

80g pepino

100g tomate em cacho

1dl de azeite

Vinagre

Óleo

100g de farinha s/ fermento

100g de Maizena

1 C. café de fermento

200ml de água com gás bem gelada

Sal fino

1 Ovo


       Para fazerem a receita da chef Marlene basta abrir o link

       Quanto a mim, cheguei à cozinha e constatei que não tinha um lombo de bacalhau demolhado (mas tinha lascas de bacalhau congelado), não tinha cebola roxa, não tinha a farinha s/ fermento, não tinha o molho de coentros, não tinha pimento vermelho (mas tinha metade um pimento verde já meio murcho). Como queria muito fazer esta receita decidi dar um jeito.

       Comecei por colocar a água com gás no congelador e o que acham que aconteceu? Sim, eu esqueci-me dela e quando me lembrei já metade da garrafa estava congelada -.-'

     Coloquei as lascas de bacalhau numa taça em banho-maria (a água não pode tocar no recipiente) e à medida que o bacalhau ia descongelando, coava a água (para não deixar o bacalhau cozinhar) e voltava a colocar no fogo. Entretanto fui cortando em cubos muito finos (picadinho) o pepino e o tomate. 

      O pimento, por já estar meio mole achei melhor assar um pouco (na receita original não é requisito). Eu assei directamente na chama (espetei o pimento num espeto de churrasco) mas podem colocar um tacho grelhador (é mais seguro). Fui picando e só juntei à mistura do pepino e tomate picado quando já frio e juntei também um pouco do azeite e um pouco de vinagre.

      Piquei o alho e coloquei numa taça com azeite.

      Coloquei um pouco de maionese numa taça e misturei um pouco de coentros com alho (seco) que tinha aqui perdido na prateleira das ervas aromáticas. Se não tiverem, podem optar por picar alho e juntar à maionese (e só) ou então colocar uma erva do vosso gosto que vá bem com a receita, ou só a maionese mesmo (se for de boa qualidade, o cheirinho e a cremosidade serão o bastante). 

     Cortei algumas rodelas de laranja bem finas e um pouco de alface também (que deve ser lavada previamente, não façam “duhh”, nunca se sabe se a pessoa que está a ler é distraída...).

     Entretanto o bacalhau descongelou. Cortei em tiras de +/- 2 mm (no vídeo acho que estão maiores um bocado). Com uma colher salpiquei o azeite com alho, salpiquei sumo do limão e coloquei um pouco de pimenta (prefiro usar pimenta moída no momento).

     O óleo já deve estar a aquecer neste momento (no máximo).

     Numa taça coloquei a farinha (prefiram s/ fermento, o “puff” da tempura fica muito melhor), a Maizena (amido de milho), fermento, ovo, sal e a água com gás (não deixem congelar!). Misturar tudo com uma colher de sopa. Mergulhar o bacalhau nesta massa, escorram ligeiramente e coloquem na fritadeira. Mexam o cesto e vão ver as bolinhas de bacalhau a subir. 

     Quando estiver pronto coloquem num prato com um guardanapo absorvente para sugar o óleo.

     Coloquem um pouco de maionese num prato e a tempura em cima. Acompanhar com a salada picada, alface e laranja.

Et voilá!






     O meu “puff” foi mais “piuuuf” mas da próxima já sei que não vou deixar a água congelar eeee usarei farinha sem fermento eeee o fermento à parte. No mais, ficou bem bom!!


     Bom apetite!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Frango à Brás

Esta é uma receita que já deve ter sido feita em toda a casa portuguesa e apesar de não ser um doce...Frango à Brás cai que nem ginjas! e tem um lugar especial na minha cozinha, mesmo ali ao lado do bacalhau à Brás. 



Fica a receita (para 4 pessoas):

2 Peitos de frango (+/- 400g)
1 Cebola pequena
Azeite q.b.
Pimenta
Sal
Azeitonas
6 Ovos
Salsa
Alho (2 dentes)
Batatas (800g)


Pica-se a cebola finamente e o alho. Num tacho coloca-se o azeite, a cebola e o alho e deixa-se alourar. De seguida junta-se o frango cortado em tiras fininhas e deixa-se cozinhar até ficar no ponto. Tempera-se com sal e pimenta a gosto, reservar.

Em paralelo frita-se as batatas cortadas em palitos muito finos. Uma alternativa a ter este “trabalho” é usar batata palha mas não se esqueçam que essa batata já costuma ter muito sal pelo que se usarem desta, coloquem-na num coador e passem por água para tirar o sal. Neste caso 300g de batata palha deve ser suficiente (é ao gosto de cada um e caso haja menos frango, mais batata disfarça ^_^).

De seguida junta-se as batatas ao preparado da carne. Junta-se os ovos batidos e envolve-se tudo sem deixar cozinhar os ovos em demasia!! (é como na pasta carbonara).

Acrescentem azeitonas e salsa picada.


Acompanhar com uma salada de alface e cebola.


Pudim Molotof

Já perdi a conta às vezes que fiz esta sobremesa e nem por isso tenho fotos muito decentes. 

Leve, airosa e uma das favorita da mamiuska, deixo-vos a receita que uso de Pudim Molotof/Pudim de clara de ovos.

Para o pudim:

12 Claras
Uma pitada de sal
12 Colheres de sopa de açúcar (aconselho a que coloquem numa tigela em vez de irem tirando do saco porque se forem como eu, distraem-se facilmente e depois não sabem a quantas andam e assim não tem erro)

Para a cobertura:

2,5 Dl de água
250g de açúcar
6 Gemas
Uma colher de sobremesa de aroma de baunilha
Amêndoa laminada (opcional)

Pré-aquecer o forno a 200º C e colocar já um tabuleiro com água (até meio para não transbordar) dentro do forno (um tabuleiro onde caiba a forma para o Molotof) pois este pudim é cozinhado em banho-maria.
Untar uma forma de chaminé com margarina e reservar.
Bater as claras em castelo. Quando as claras começam a ficar brancas deitar a pitada de sal. Adicionar aos poucos o açúcar (colher a colher) e bater bem a cada adição.
Deitar na forma e levar ao forno por 13 minutos. Desligar o forno e deixar o Molotof arrefecer dentro do forno com a porta entreaberta,

Entretanto faz-se o doce de ovos que vai cobrir o pudim.
Colocar a água e o açúcar num tacho ao lume. Enquanto se deixa esta mistura levantar fervura, bater as gemas com o aroma de baunilha. Depois de 5 minutos a ferver, colocar o lume brando e juntar as gemas em fio sem parar de mexer até que o doce tenha a consistência que se deseja. É possível que mesmo mexendo constantemente se formem grumos mas não se preocupem, se isso acontecer, basta passar a varinha mágica e a cobertura fica salva.

Entretanto numa frigideira torra-se a amêndoa. Aqui devem ter cuidado porque queima facilmente, vão mexendo e virando e logo fica pronto.


Colocar o Molotof e o doce de ovos no frigorífico. Podem cobrir logo o Molotof com o doce de ovos e salpicar com a amêndoa ou juntar estes dois elementos depois de cortadas as fatias e assim dá para satisfazer aqueles que querem mais ou menos doce e amêndoas (servir bem fresco). 


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Bolo de Bolacha com Natas e Cobertura de Chocolate Branco

Quando o meu sobrinho fez um ano de idade eu quis fazer um bolo especial, com significado. Assim juntei um elemento que o meu sobrinho gostava – a parte visual – e um elemento que os papás dele gostavam – a parte do sabor. O resultado final foi este:




A combinação da receita de bolo de bolacha com natas com esta cobertura de chocolate foi muito feliz.

Fica a receita:

Bolo de Bolacha com Natas

Ingredientes:

5dl de natas (de preferência com 30% de gordura para que fiquem firmes mais facilmente na hora de bater; esta informação encontra-se nos pacotes)
100g de açúcar
2 Colheres de sopa de caramelo
200g de bolacha Maria
5 Folhas de gelatina incolor
Café açucarado

Colocar as folhas de gelatina de molho em água fria. À parte, bater as natas. Quando começarem a ganhar consistência, juntar, aos poucos, o açúcar e bater até que as natas fiquem bem firmes. Envolver o caramelo.

Noutro recipiente colocar um pouco do preparado anterior e juntar as folhas de gelatina bem escorridas (isto serve para dissolver as folhas de gelatina; mexer bem, com uma vareta ou então com a batedeira em velocidade baixa). Envolver no restante creme das natas. Numa forma de bolo redonda ou então num prato com um aro redondo, fazer camadas alternadas de creme e bolachas molhadas no café. Terminar com o creme. Se quiserem ficar por aqui e não cobrir com o creme maravilha podem decorar com bolacha moída só no topo do bolo e levem ao frigorífico. Servir bem fresco (eu para acelerar o processo, costumo colocar no congelador até ficar firme e fica óptimo).

Se preferirem utilizar a cobertura de chocolate branco sugiro que o bolo seja mesmo colocado no congelador para ficar durinho. Deste modo espalhar a cobertura é mais fácil (não só porque o bolo estará firme e não se vai desfazer mas porque ao aplicar a cobertura no bolo saído do congelador, esta vai endurecer fazendo com que seja mais fácil alisar a superfície).

O caminho da decadência é por aqui...Cobertura de Chocolate Branco


Ingredientes: 

200g de manteiga amolecida (ou margarina de boa qualidade)
300g de Açúcar de confeiteiro
Uma pitada de sal
200g de Chocolate Branco de culinária (do bom! Vale o investimento)
70ml de natas
1 Colher de café (ou duas conforme a vontade) de aroma de baunilha

Partir a tablete de chocolate em pedaços pequenos e derreter em banho-maria (certifiquem-se que o recipiente não toca na água). Deixar o chocolate arrefecer.

Peneirar o açúcar e o sal na manteiga e bater bem até ficar fofo.

Misturar o aroma de baunilha nas natas. Com a batedeira em velocidade baixa, juntar as natas ao preparado anterior. Envolver o chocolate no preparado e com a batedeira em velocidade média-alta, bater por 2/3 minutos.

Para fazer o panda não usei uma forma redonda, usei uma rectangular, sendo que uma medida desta receita foi suficiente (tive o cuidado de imprimir o molde do panda, recortei as peças no tamanho que eu queria e verifiquei se a forma que tinha era suficiente). Comprei corante preto (existe um específico para usar com chocolate, se quiserem comprar digam ao vendedor qual a finalidade do corante para eles vos dar o correcto) e misturei em parte da cobertura, os olhos são marshmallows, as íris pepitas de chocolate e a “relva” são gomas açucaradas.


O modelo do panda que usei para este bolo tirei do site da Betty Crocker. Segue o link: http://www.bettycrocker.com/~/media/Files/PDF/Cake-Templates/Panda_Cake_template.ashx

Divirtam-se!




Bolo de Bolacha Maria (tradicional)

O Bolo de Bolacha Maria é daqueles bolos que sabe bem em qualquer altura do ano. Numa próxima vez irei postar outra receita deste bolo, ligeiramente diferente.
Com um gostinho único de bolacha crocante embebida na medida certa de café aqui fica a receita:

2 Pacotes de bolacha Maria
250g de Manteiga (ou margarina de boa qualidade) à temperatura ambiente
250g de Açúcar fino (se não tiverem açúcar fino, não tem problema, usem a varinha mágica para passar o açúcar "normal", partam bem os cristais do açúcar para que na hora de comer o bolo não seja desagradável)
3 Gemas de ovo
Café açucarado (uma cafeteira italiana costuma ser suficiente)
Bolacha ralada para decorar


Fazer o café e reservar.

Bater a manteiga até ficar cremosa. Aos poucos juntar o açúcar e misturar bem. Juntar uma gema de cada vez e bater bem a cada adição.

Colocar o café numa taça grande , adoçar um pouco e mexer. 

Passar as bolachas Maria pelo café com o auxílio de uma escumadeira e uma colher (uma submersão rápida para a bolacha ficar crocante no meio e não ficar uma papa horrorosa).


Fazer camadas alternadas de bolacha e creme, sendo que a última camada deve ser de creme. Decorar com bolacha ralada e levar ao frigorífico até ficar fresco.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Bolo de Iogurte

O bolo de iogurte tem uma panóplia de versões, neste post usarei a mesma receita, introduzindo a variação da laranja (podia ter feito com limão por exemplo mas desta vez foi a laranja) mas podem fazer como vos apetecer (usar limão, ananás, pêssego etc., usar iogurtes com sabor, com pedaços ou então iogurte grego, também deve ficar óptimo!).
O meu ficou assim


Receita:

2 Iogurtes naturais
400g de Açúcar
450g de Farinha s/ fermento
Uma pitada de sal
1 ½ colher de chá de fermento
125 ml de óleo
3/4 ovos
1 colher de chá de aroma de baunilha

Aquecer o forno a 180º C, untar uma forma redonda com margarina e farinha (caso queiram oferecer o bolo, uma ideia será arranjar uma forma rectangular e, em vez de untar a forma com manteiga e farinha, substituir a farinha por papel vegetal, fica muito giro).
Bater as gemas com os iogurtes, juntar o açúcar e bater bem, juntar o óleo (há quem goste de juntar manteiga também, se for o caso, juntar neste momento uma colher de sopa de manteiga).
Bater as claras em castelo e adicionar ao preparado anterior envolvendo (sendo um bolo denso, bater as claras faz com que o bolo fique mais fofo mas também é possível evitar este passo caso estejam com pressa, não tenham batedeira ou falte paciência, para isso basta usar os ovos inteiros no primeiro passo).
Peneirar a farinha com o fermento e o sal envolvendo. Juntar o aroma de baunilha (mais uma vez é possível não usar o aroma de baunilha mas se tiverem usem porque a mistura entre a densidade do bolo e a baunilha confere ao bolo um toque aveludado).
Levar ao forno +/- 45 minutos (caso não batam as claras em separado, é melhor dar uma olhada no forno aos 30/35 minutos pois é possível que o bolo já esteja pronto) façam o teste do palito para se certificarem que o bolo está pronto. Retirar do forno (se tiverem uma rede coloquem o bolo sobre esta para arrefecer, se não tiverem, retirem na mesma da forma e coloquem sobre um prato. Decorar a gosto (por exemplo com açúcar em pó, amêndoas laminadas, coco ralado, compota, geleia…tudo junto ou separado, como for do vosso agrado…).

Para fazer a versão deste bolo com laranja, deve-se acrescentar ao preparado raspas de uma laranja e sumo de uma laranja pequena antes de juntar as claras em castelo.



Para decorar este bolo, visualmente fica muito giro usar rodelas de laranja caramelizadas. Para as fazer vão precisar:

2 Laranjas
150 g de açúcar
150 ml de água

Num tacho anti-aderente misture a água e o açúcar e cozinhe em fogo alto até que o açúcar se dissolva. Deixe ferver, baixe o fogo para médio e cozinhe a calda por 5 minutos.
Corte as laranjas com a casca em fatias grossas de 3 mm. Adicionar à calda e cozinhe em fogo baixo por 15 minutos. Devem virar as rodelas a meio do tempo (se quiserem que a laranja fique com aspecto mais caramelizado, mais escuro, podem deixar um pouco mais mas cuidado para não queimarem as rodelas).
Tirar do fogo e deixar a laranja arrefecer na calda. Quando frio pode ficar preso à panela, caso isto aconteça, só têm de ligar o fogão outra vez e um minuto deve bastar vocês vêem a ficar líquido outra vez. O calor vai ajudar a dissolver o caramelo.

Decorar o bolo com as rodelas e deitar o caramelo por cima se assim desejarem.




O início

Querido diário...not! Para a primeira entrada vou fazer uma coisa que não gosto de ver nos outros blogues que é…escrever alguma coisa não relacionada com a receita. Contudo, a ocasião isso exige e sempre que o tiver de fazer, fá-lo-ei em separado das receitas. A intenção deste blogue é, nada mais, nada menos, obrigar-me a escrever as minhas receitas. Isto porque, nas minhas experiências culinárias, várias são as vezes que altero as receitas (tiro coisas, substituo, acrescento ou faço mesmo um mix de duas receitas diferentes) e esqueço-me de escrever o que fiz de diferente o que faz com que eu não volte a fazer mais a mesma receita o que, por vezes pode ser verdadeiramente triste. Assim, espero sentir-me na obrigação de registar os meus sucessos e falhanços e de bónus reúno no mesmo local todas as receitas que tenho espalhadas pela casa em papéis, papelinhos e livros de receitas. A todos, quem experimentar fazer estas receitas ou que experimentou pela minha mão, divirtam-se e bon appétit